sexta-feira, março 03, 2017

NOTA DE SINCERIDADE


Não encontrei maneira melhor de começar esse texto se não com uma musica forte o bastante pra me fazer botar pra fora pelo menos metade do que quero dizer e como diz a musica “desculpe se eu não finjo”.

Como é sabido por muitos desde 2016 durante o carnaval (a organização começa bem antes) um grupos de blogueiros/booktubers realiza uma maratona literária chamada Carnatona, fato que é conhecido por muitos pela divulgação em diversos grupos e redes sociais, ocorreu que um grupo aqui de Maceió usou o mesmo nome para promover uma maratona também durante o carnaval. Até aí tudo bem, poderia ser uma coincidência. O problema é que não foi!

Primeiro fato esse foi o meu primeiro ano na Carnatona, tanto na organização quanto no evento, claro eu espalhei em todas as redes sociais possíveis e vinha falando sempre desdebcerca de um mês antes e alguns dos membros desse clubinho me seguiam ou eram meus amigos no Facebook e inscritos no meu canal no Youtube, eram porque bloqueei todos mesmo! Voltando, se os tais fulaninhos tinham contato comigo e com outros membros da organização do nosso evento, inclusive participando em grupos com abrangência nacional, é óbvio que eles sabiam. Nós fomos lá na postagem deles reclamar. E como crianças mimadas que querem estar certas mesmo quando estão erradas tentaram nos mostrando apenas como são baixos e fingidos. Só não sabiam que na arte do afronte eu sou PhD!

Agora vem a pior parte os coitadinhos postaram uma “nota de esclarecimento” dizendo que não sabiam do evento e querendo jogar shade, que não tinham apoio de editoras e diferente de nós que “queremos trabalhar com isso não estavam ganhando nada e só queriam incentivar a leitura”, que somos crianças, deselegantes e que booktubers famosos já usavam o nome carnatona em 2012.

Vamos deixar as coisas claras aqui: NENHUM ORGANIZADOR DA CARNATONA RECEBEU UM CENTAVO SEQUER DE EDITORA, todos os livros foram sorteados ou dados como prêmios de desafios e participação aos inscritos no evento e alguns serão enviados por nós mesmos com o nosso dinheiro. E se queremos trabalhar com isso não vejo problema algum, qual o problema em trabalhar com o que se gosta? Afinal os boletinhos chegam sempre na mesma data. E outra qual o problema em ganhar dinheiro com livros? Vamos para de fingir que somos ingênuos, um livro é um produto assim como um cd, um dvd, um batom, vamos fingir menos essa visão romântica que não se deve ganhar nada quando existe uma parceria ou esse pessoal é tão Alice e acha que jornalistas escrevem resenhas de livro apenas pelo prazer de ler? Será que eles são contra o #ValorizeOBooktube?

Chamando atenção a outro ponto esse ano eu fiquei responsável por fazer a parte visual imagens de capa e perfil e outras coisas e isso dá um trabalho danado, então quer dizer que eu não tenho o direito de reclamar quando vejo alguém agindo de má fé? Porque mesmo que eles não tenham usado nenhuma das artes feitas por mim isso pode gerar uma certa confusão entre as pessoas e quem sabe se eles não tiveram pessoas participando achando que era a nossa, já que uma das desculpas que deram foi que o evento era intimo. Evento intimo divulgado em rede social aberta eu nunca vi. Repararam como não é só pelo nome? Principalmente vindo de pessoas que defendem que livros são apenas arte é no minimo curioso que usem nome de algo em que já existe até uma identidade visual, uma total falta de respeito com o trabalho do outro, é justo? Isso sem contar todo o trabalho de organização, contabilização, divisão de prêmios e tantas outras tarefas divididas entre os membros da organização.

Para essas pessoas o problema se resume a inveja e recalque porque um dos participantes falou o nome Carnatona no jornal local como se isso fosse lá grandes coisas, vou te falar o que são grandes coisas agora. Grandes coisas são conquistar amigos, respeito e admiração mutua entre participantes e organizadores, e que sucesso e ibope são coisas diferentes e isso não tem embusteiro que nos tire!


domingo, janeiro 08, 2017

Três leituras para as férias

Praia de Koo-Kood Tailandia

Já faz um tempo que eu estou de férias da faculdade, mas só agora que tá perto do semestre começar eu consegui um tempinho pra passar pelo menos um fim de semana viajando, irei para uma cidade pequena que não tem muitas atividades noturnas e como todo bom leitor tratei logo de preparar meu Kobo com três livros curtos que você vai descobrir quais são agora!

1. O curioso caso de Benjamin Button - F. Scott Fitzgerald 

Sinopse:

L&PM
Em uma introdução a O curioso caso de Benjamin Button, Fitzgerald escreveu que baseou esta história numa observação de Mark Twain – ele afirmava ser uma pena que a melhor parte da vida viesse logo ao começo e a pior parte ficasse para o final. Neste conto, Fitzgerald inverte esta lógica: o esperado bebê do casal Button nasce com setenta anos, um metro e 73 centímetros de altura, uma barba proeminente e muitos cabelos brancos. Para além do estranhamento inicial que o nascimento causa na Baltimore do século XIX, Benjamin, a cada dia que passa, fica menos enrugado, menos curvado e mais jovial. 

Publicado pela primeira vez na revista Collier’s, em 1921, o conto foi eternizado no cinema com a atuação de Brad Pitt, que interpreta Benjamin durante toda a vida. Este personagem que vai rejuvenescendo ao longo dos anos levanta uma das maiores questões da humanidade: como lidar com a inexorabilidade da passagem do tempo.

Esse é o conto que deu origem ao filme estrelado por Brad Pitt e se vocês não sabiam o autor é o mesmo de "O Grande Gatsby" que também foi adaptado para o cinema com a diferença de ter quatro adaptações sendo a ultima estrelada por Leonardo DiCaprio.

Editora: L&PM
Preço: R$ 3,00

2. O Gigante Invisível - Bram Stoker 

Sinopse:

Balão Editorial
A jovem Zaya tinha encontrado conforto na companhia de passarinhos após o falecimento de sua mãe. Mas uma inesperada habilidade, a de enxergar um gigante, invisível aos olhos de todos os outros habitantes do Reino do Pôr-do-sol, a coloca numa missão para tentar salvar seus conterrâneos que se recusam a acreditar nela.

Bram Stoker dispensa apresentações, o autor de Drácula seu livro mais celebre que também foi adaptado para o cinema onde o personagem ganhou varias interpretações que o tornaram ainda mais popular no mundo inteiro. Ansioso por esse conto...

Editora: Balão Editorial
Preço: R$ 1,90

3. O Papel de Parede Amarelo - Charlotte Perkins Gilman 

Sinopse:

Balão Editorial ebook
Após o nascimento de seu filho, uma mulher é diagnosticada com depressão nervosa temporária e leve tendência histérica; parte do tratamento é ficar confinada a um cômodo da casa. Diagnósticos e tratamento comuns à época, século XIX. A claustrofobia obviamente piora sua condição, fazendo com que entre em uma espiral de delírio e confusão mental.

Se fosse hoje em dia, ela teria sido diagnosticada com depressão pós-parto e possuiria ao seu alcance uma gama de tratamentos. No entanto, muitas vezes a mulher na sociedade atual acaba encontrando uma situação semelhante à dela, com o isolamento encontrado nos meses de licença-maternidade e a falta de solidariedade e empatia de familiares e amigos, e até mesmo dos pais dos bebês, a essa situação que, mesmo quando não prejudicada pela depressão, gera uma montanha-russa de sentimentos e sensações — do amor à raiva, da alegria à frustração, da exaustão à enlevação.

Além de ser uma obra literária magnífica, de autoria de Charlotte Perkins Gilman (1860-1935), o conto com traços de autobiografia também é importante para trazer à roda de discussão a depressão pós-parto, a depressão em geral e outros transtornos mentais, doenças tão comuns, porém, ainda envoltas pelas brumas do preconceito.

Após ter um filho, a autora passou por um tratamento famoso à época que consistia em ficar o tempo todo em repouso na cama e depois manter uma vida totalmente doméstica, em companhia da criança e sem qualquer estímulo intelectual. Além do famoso conto, Gilman publicou livros feministas, dentre os quais os títulos Women and Economics [Mulheres e a economia] e His Religion and Hers [A religião dele e a dela].

Mulheres que estão no ou passaram pelo puerpério irão encontrar ressonância na história dessa mulher e todos os leitores ouvirão com atenção a voz dela clamando por ajuda.

Acho que não preciso falar mais nada.

Editora: Balão Editorial
Preço: R$ 1,90

E aí qual a leitura de férias de vocês?☺

quarta-feira, dezembro 21, 2016

Vamos nos aventurar em Abhacky?



Recebi Abhacky do próprio autor Mario P. Paiva e fiquei bastante interessado apenas lendo a sinopse, de cara já adianto que a leitura foi ótima e bem fluida. Se você gosta de fantasia então vem comigo se aventurar por esse reino!

O nascimento de uma criança amaldiçoada é que temos já no prólogo onde o pai é obrigado a matar o parteiro para salvar a vida da criança e ao constatar que sua mãe havia morrido no parto foge com o filho... Então numa passagem de tempo de 15 anos somos levados a Abhacky onde conhecemos os irmão Senty mais calmo e centrado e Valentim mais impulsivo e que acaba sempre se metendo em confusões, levando o irmão junto. Porém, eles acabam se metendo numa confusão muito maior quando eles invadem a biblioteca do castelo e um homem misterioso aparece e além de roubar um livro atea fogo em outros e se não fosse por Valentim e Senty tudo seria queimado. Essa é apenas parte da história e os acontecimentos posteriores vocês podem conferir no vídeo no fim da postagem.

O livro está disponível em versão física apenas por contato direto com o autor através do email marioppneto@gmail.com e em ebook na Amazon. As páginas são brancas e a fonte tem um tamanho agradável até pra quem tem miopia e astigmatismo, meu caso rs. A trama é muito envolvente e o final te deixa querendo muito o segundo livro, sim esse é apenas o primeiro!


quarta-feira, dezembro 07, 2016

Série Easy - Vidas normais e sexo cotidiano



A Netflix está em constante atualização de conteúdo e agora tem trazido muitas séries próprias ao catálogo, algumas fazem mais barulhos que outras e geralmente me sinto mais atraído pelas menos barulhentas é o caso de Easy, que também me foi indicada por um amigo. Mesmo não sendo uma das mais novas a série que estreou mundialmente em 22 de setembro de 2016 é pouco comentada.

Tratado como um tabu em algumas e com muito glamour na maioria o sexo geralmente deixa de ser sexo e passa a ser um espetáculo diante das câmeras, ambientada em Chicago a série explora diversos personagens no decorrer de seus oito episódios e tudo começa numa festa e um papo sobre? Adivinhou quem pensou SEXO! O mais interessante da série além do elenco que tem um que de gente como a gente, o sexo é encarado como consequência da vida e afetado pelo cotidiano, tecnologia e cultura. Personagens com dramas reais que vão desde conseguir transar quando tem se filhos pequenos, o desejo ou não de ser mãe ou tentativa de se encaixar em algum grupo. Resumindo o sexo acontece como parte da vida dos personagens e não como foco principal, o que torna tudo mais próximo da realidade. Quando eu digo próximo da realidade não quero dizer que tem cenas pornográficas reais, se está esperando por isso ou corpos nus perfeitos procure outro título para assistir.

O que talvez passe desapercebido é que as situações apresentadas na série parece sempre ter existido, mas por questões sociais e tabus elas só estejam sendo discutidas mais abertamente agora e não apenas os dramas sexuais, mas as situações e a vida adulta como um todo e tudo isso com uma abordagem leve e nada apelativa.

Em oito episódios com cerca de 20 minutos cada e dialogos que beiram o improviso, tornado ainda mais realista, a série criada e dirigida por Joa Swanberg está na primeira temporada e conta com nomes de peso no elenco como Orlando Bloom, Malin Akerman, Jake Johnson, Marc Maron, Dave Franco, Hannibal Buress, Emily Ratajkowski, Michael Chernus, Gugu Mbatha-Raw, Aya Cash, Jane Adams, Elizabeth Reaser, Evan Jonigkeit. Uma boa pedida para quem gosta de séries curtas que misturam drama e comédia.


quinta-feira, dezembro 01, 2016

É vergonhoso ler poucos livros em um mês?

Você já deve ter visto leitores se lamentando por ter lido cinco livros ou menos em um mês. Isso é realmente lamentável?

Nem sempre há tempo para se dedicar a leitura, tem escola/faculdade ou trabalho e ainda a combinação dos dois em alguns casos. Então nem sempre é possível ler "muito" ou tudo o que se quer, ler no ônibus ou metrô é uma arte que nem todo mundo domina e em certas filas também não dá. E claro também existe o fato de que alguns livros tem uma leitura mais "difícil" que outros, além da quantidade de páginas, além de cada um ter seu próprio ritmo.

Então ler poucos livros mensalmente não deveria ser motivo para desanimo, deveria ser animador o fato de ler por si só, afinal ler não é uma competição e nem sempre quantidade é qualidade. Pensem nisso e deixem suas opiniões!